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Mercado de café especial: como o paladar do consumidor reflete nos cardápios de cafeteria

Quantas vezes você já não provou um produto melhor e passou a preferi-lo em detrimento de outro similar, mesmo que esse outro seja mais barato? É possível que o investimento maior fique para momentos mais especiais, mas mesmo assim, provar algo mais saboroso é um caminho sem volta, o nosso paladar não regride! E é justamente por isso que o mercado de café especial cresce cada vez mais, a qualidade em jogo é muito superior ao cafezinho queimado, que pode chegar até a dar azia.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o consumo de café aumentou em 30% durante o período de quarentena. É claro que cresceu também a quantidade de compras online por causa das restrições do isolamento social. O mercado de café especial só tem ganhado mais notoriedade nos últimos oito anos, com o surgimento de cafeterias especializadas que usam grãos especiais e métodos específicos para extrair de cada rótulo o seu melhor. 

Ainda de acordo com dados da ABIC, 95% dos brasileiros consomem café, seja em casa quanto na rua. Isso demonstra nossa proximidade com essa deliciosa bebida. Quando falamos em cafeterias, o café especial é o coração do negócio e representa cerca de 25% do faturamento total. 

Como o mercado de café especial modifica o cardápio da cafeteria?

Além de obviamente substituir o café de qualidade inferior, o café especial abriu portas para novas experiências na cafeteria. Um desses pontos altos é a personalização, na medida em que o cliente pode escolher o método de preparo e o grão utilizado de acordo com suas preferências.

E por falar em preferências, o mercado de café especial deu oportunidade para novas experiências! Uma delas é a experiência sensorial. Sabores cítrico, frutado, floral, com notas de chocolate, laranja, castanhas… cada característica oferece possibilidade para uma nova combinação. São múltiplas as possibilidades de sabor, de acordo com a origem dos grãos, características do solo e altitude da plantação, variedade da planta, processamento, torra, moagem e método de extração.

Enquanto algumas cafeterias oferecem degustação de cafés para que o cliente possa entender mais sobre as nuances de cada grão e método, outras como a Roast Experience, em São Paulo, possibilita que o consumidor compreenda os diferentes tipos de grão, torra, moagem e extração de café. Por lá, é possível escolher o blend, fazer a torra juntamente ao mestre de torra, escolher as especiarias de preferência e, se for o caso, moer os grãos.

Aqui na Argenta Cafés também oferecemos a possibilidade de o cliente fazer um curso de análise sensorial para entender os gostos básicos (doçura, acidez, amargor, salgado, umami), identificar as características sensoriais do café, incrementar o vocabulário e repertório em cafés especiais e descobrir o que ele realmente gosta na bebida, e o que não lhe agrada.

“Com o crescimento do mercado de café especial, os cardápios de algumas cafeterias especializadas ficaram mais enxutos, focando especialmente no café. Com isso, houve uma abertura para métodos de extração diferenciados e bebidas mais puras”, comenta a fundadora da Argenta Cafés, Ana Argenta.

De maneira geral, os cardápios começaram a ser mais bem pensados no quesito harmonização e houve um abandono das bebidas adocicadas, compostas por misturas de xarope. “Em muitas cafeterias não se entra pensando especificamente na torta ou no salgado em que irá se consumir. A comida é o acompanhamento, a estrela é o café!”, defende a empresária que está há mais de uma década atuando na área de cafés especiais. 

Em algumas cafeterias não se encontra nada além do café no menu, como é o caso do nosso coffee shop, e da franquia The Coffee, por exemplo. 

Outro aspecto interessante é a incorporação dos leites vegetais para composição das bebidas que levam leite, como o latte, cappuccino e o flat white. “Hoje muitas pessoas são intolerantes à lactose e/ou veganas. Outras simplesmente preferem o sabor do leite vegetal, o de amêndoas, por exemplo, é saborosíssimo”, explica Ana Argenta.

Além de atender aos veganos, alérgicos e intolerantes, o leite vegetal tem menos colesterol por não ser um produto de origem animal. Nesse aspecto, essa tendência também se alia à preocupação do consumidor com sua saúde e com o planeta. O leite vegetal também conta com uma variedade de sabores incríveis. Pode ser feito a partir da soja, amêndoas, avelã, coco, castanha de caju, amendoim, aveia e inhame.

E para quem não gosta de café ainda, ou prefere consumi-lo gelado, alguns integrantes não faltam no cardápio de cafés especiais, como o Cold Brew e o Iced Coffee. 

Como dissemos anteriormente, a personalização é a palavra-chave e no menu de cafés especiais não falta opção para ninguém!

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